Trabalhadores denunciam precarização no CDD CABUÇU e em toda a região
Notícia publicada dia 30/03/2026 16:25
Os trabalhadores do Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) CABUÇU denunciaram em assembleia, realizada no dia 27, as péssimas condições de trabalho enfrentadas na unidade e o avanço da precarização promovida pela atual gestão dos Correios.

Segundo os trabalhadores, entre as principais reclamações está a implementação da roteirização, que tem sobrecarregado os carteiros e desorganizado a dinâmica de trabalho. A medida tem resultado em aumento do esforço físico e da pressão por produtividade, sem qualquer melhoria nas condições estruturais.
Outro ponto crítico é a operação envolvendo o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). De acordo com os relatos, os trabalhadores estão sendo obrigados a subir até dois lances de escada para realizar a entrega de livros, o que agrava o desgaste físico e expõe os profissionais a riscos desnecessários.
Além disso, a categoria também denuncia problemas com os sistemas de geolocalização e o uso do GRISWeb, ferramentas que, segundo os trabalhadores, vêm sendo utilizadas como mecanismos de controle excessivo e intensificação do trabalho. Na prática, essas tecnologias têm contribuído para aumentar a cobrança e reduzir a autonomia dos carteiros, ampliando o cenário de precarização.
A situação não é isolada. De acordo com os trabalhadores, os problemas enfrentados no CDD Cabuçu refletem uma realidade que se repete em diversas unidades da região, onde a combinação de sobrecarga, falta de condições adequadas e novas imposições tecnológicas têm impactado diretamente a saúde e a dignidade dos profissionais.
Diante desse cenário, os trabalhadores aprovaram estado de greve, com indicativo de paralisação por tempo indeterminado caso não haja resposta da empresa às reivindicações apresentadas.
O SINTECT-RJ acompanha a situação e cobra providências imediatas da direção dos Correios, reforçando que não aceitará medidas que prejudiquem ainda mais os trabalhadores.