Praia de Copacabana recebe multidão no dia do trabalhador pelo fim da escala 6×1
Notícia publicada dia 02/05/2026 18:46
Trabalhadores, centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos se uniram e formaram uma multidão, em frente ao Posto 5, da praia de Copacabana, no 1º de maio, Dia do Trabalhador, pelo fim da escala 6×1. Jornada de trabalho que impede os trabalhadores de se dedicarem a suas famílias e ao estudo, prejudicando a qualidade de vida de todos os trabalhadores.

A reivindicação das centrais sindicais é que a escala 6 x 1 seja extinta e, em seu lugar, se estabeleça uma jornada máxima de 36 horas semanais, sem redução salarial ou compensação financeira em benefício de empresas e patrões.
Na areia da praia, manequins foram vestidos com uniformes de trabalhadores da saúde, arrumadeiras, serventes, entre outros, categorias de trabalhadores mais afetadas por jornadas mais longas, para abordar questões de desigualdade nos regimes de trabalho.
“A direção do SINTECT-RJ está aqui, em Copacabana, no Posto 5, participando do 1º de Maio, nessa luta incansável, neste ano que praticamente faltam cinco meses para o processo eleitoral para mudar ou permanecer o comando do Brasil com Lula. E também a nossa luta pelo fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho. Nosso objetivo é esse, junto com os demais trabalhadores do Rio de participar neste ato aqui em Copacabana. E sabendo que teremos uma luta incansável até a eleição em outubro”, alertou o presidente do SINTECT-RJ, Marcos Sant’aguida.
Ronaldo Leite, conselheiro fiscal da entidade, reforçou o discurso:
“Companheiros estamos aqui pelo fim da escala 6×1, pelo fortalecimento das negociações retroativas e pelo fortalecimento do movimento sindical. E mais do que nunca pelo fortalecimento dos Correios e das empresas públicas que é o debate que nós trabalhadores e trabalhadoras trazemos nesse 1º de maio. Força a todos e vamos derrotar essa tentativa da extrema-direita de voltar ao governo”, frisou o sindicalista.
Cristiano Galvão destacou ainda a implantação da norma NR-01 que estabelece diretrizes gerais de saúde e segurança no trabalho. Entre as principais mudanças, está a incorporação expressa da avaliação dos riscos psicossociais à gestão de saúde e segurança no ambiente laboral.
“Importante destacar a implantação da NR-01 sobre a saúde mental, um mal que vem acometendo não só a categoria mas toda a classe trabalhadora em geral justamente no momento de retrocesso no nosso parlamento. Precisamos unir as nossas forças não só elegendo o presidente Lula, mas elegendo sindicalistas comprometidos com os trabalhadores para que que o trabalhador continue avançando em seus direitos e evite esse retrocesso que essa ultradireita tem causado à classe trabalhadora”, analisou.
A diretora Telma Pereira ressaltou a importância das eleições de outubro.
“Esse ano não podemos errar nas eleições. A nossa empresa foi muito sucateada no governo Bolsonaro. Vivemos uma pressão. Não podemos votar em ninguém da extrema-direita. É NÃO a qualquer candidato da extrema-direita. Temos que votar novamente em Lula. É Lula lá novamente. É reeleição. Juntos somos mais fortes”, frisou a sindicalista.
“Terminamos aqui, desejando um forte abraço a todos. E a luta continua!”, finalizou Sant’aguida.
As manifestações aconteceram até a noite, com representantes de várias categorias discursando em um trio elétrico e outras ações em Copacabana.









