8 de Março no Rio: luta contra feminicídio marca o Dia Internacional das Mulheres
Notícia publicada dia 07/03/2026 10:20
No Rio de Janeiro, o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, será marcado por mobilizações que denunciam a violência de gênero e exigem ações urgentes para proteger a vida das mulheres. Trabalhadoras dos Correios, movimentos feministas e organizações sociais participarão dos atos que transformam a data em um grande chamado nacional contra o feminicídio.

Embora seja uma data histórica ligada à luta das mulheres por direitos trabalhistas, igualdade e participação social, o 8 de Março também se tornou um momento de denúncia diante da persistência da violência de gênero no Brasil.
Nos últimos anos, os números de feminicídio no país têm acendido um alerta entre especialistas e entidades de defesa dos direitos humanos. Dados nacionais indicam que mais de 1.460 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2024, um índice extremamente preocupante.
Em 2025, os registros continuaram elevados em diversos estados brasileiros, mostrando que a violência contra a mulher segue sendo um problema estrutural.
Já em 2026, os dados preliminares indicam que o país ainda enfrenta uma realidade dramática, com uma média de aproximadamente quatro mulheres assassinadas por dia em crimes relacionados à violência de gênero.
Para a secretária da Mulher do SINTECT-RJ, Débora Henrique, as mobilizações do 8 de Março têm um papel fundamental na denúncia dessa realidade.
“O 8 de Março é um dia de luta. As mulheres vão às ruas para exigir respeito, segurança e justiça. Cada feminicídio é uma tragédia que precisa ser enfrentada com políticas públicas sérias e com o compromisso de toda a sociedade”, afirma.
No Rio de Janeiro, os atos também reforçam a importância de fortalecer políticas de prevenção, ampliar a rede de atendimento às vítimas de violência doméstica e garantir que leis como a Lei Maria da Penha sejam efetivamente aplicadas.
Outro tema presente nas mobilizações é o debate sobre as condições de trabalho das mulheres. A escala 6×1, adotada em diversos setores da economia, tem sido criticada por impor jornadas exaustivas que dificultam a vida de muitas trabalhadoras.
Para mulheres que acumulam responsabilidades profissionais e familiares, esse modelo de jornada representa mais um obstáculo para o equilíbrio entre trabalho, vida pessoal e acesso à educação.
“A luta das mulheres também passa pela defesa de condições dignas de trabalho, igualdade de oportunidades e respeito no ambiente profissional”, destaca Débora Henrique.
Neste 8 de Março, as ruas do Rio e de diversas cidades brasileiras serão ocupadas por vozes que se unem em defesa da vida das mulheres e contra todas as formas de violência.