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#Ascom: Funcionários dos Correios fazem protesto no Centro do Rio

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Funcionários dos Correios realizam um protesto no Centro do Rio, no início da tarde desta segunda-feira (12), para reivindicar melhores condições de trabalho. A categoria entrou em greve em todo o país, na noite deste domingo (11), por tempo indeterminado.

Durante o ato, os manifestantes colocaram dois bonecos representando o presidente Michel Temer e o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab em cima de caixões.

G1 percorreu na manhã desta segunda, cinco agências na região do Centro e todas funcionavam normalmente .

Alguns servidores disseram desconhecer a greve, e afirmaram não ter recebido nenhum comunicado, e foram trabalhar normalmente. Outros disseram temer os descontos nos salários em caso de falta.

“Talvez a greve esteja acontecendo em algum outro lugar específico, mas aqui pelo Centro está tudo funcionando normalmente”, relatou um dos atendentes.

Reivindicações

Entre as reivindicações da categoria está a melhoria do plano de saúde, novos concursos e as férias, que, segundo eles, foram suspensas para todos os funcionários em 2018.

De acordo com os organizadores do movimento, a greve está mais forte na Zona Oeste, onde todas as agências estão fechadas, atingindo 100% de adesão nessa região.

A Zona Sul seria a região com o segundo maior percentual de agências fechadas, chegando a 60% do efetivo em greve.

De acordo com a assessoria dos Correios, até o fim da manhã não havia balanço sobre o número de funcionários que aderiram à greve, mas que nenhuma agência está totalmente fechada.

De acordo com sindicato, a paralisação foi decidida depois de uma mudança na cobrança dos planos de saúde. Segundo eles, atualmente os servidores pagam uma porcentagem referente às despesas do plano de saúde apenas quando utilizam, e com a mudança passariam a pagar uma valor fixo que seria descontado mensalmente do salário.

Fagner Lopes, diretor do sindicato, disse que o salário dos Correios é o menor dentre todas as estatais, e eles não têm condições de pagar plano de saúde.

“Nosso plano de saúde está em jogo, não podemos perder algo que lutamos tanto para conseguir. Não temos condições de pagar mensalidade de plano de saúde com o salário que temos. E não é só isso, temos péssimas condições de trabalho, precisamos de um concurso com urgência e pessoas que administrem bem a nossa empresa”, explicou.

A paralisação poderá afetar as entregas e prejudicar os consumidores que dependem dos serviços da estatal postal.

As contas devem chegar atrasadas. Por isso, os consumidores devem ficar atentos para não perder os prazos de pagamento de fatura.

Veja as dicas do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)sobre direitos e alternativas para os serviços dos Correios.

Fonte: G1

Notícia publicada dia 12/03/2018

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