Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro

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Ato exige que Correios mantenham o protocolo como manda a lei

Notícia publicada dia 10/01/2022 21:27

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A diretoria do SINTECT-RJ realizou um protesto hoje, no prédio sede na Cidade Nova, região central da cidade. A manifestação ocorreu diante do surto de COVID-19 nas unidades dos Correios no Rio de Janeiro está gerando números alarmantes. Em contrapartida, a gestão dos Correios nada faz para mitigar a situação, ao contrário, burlam a Lei, numa afronta criminosa à decisão do Juiz do Trabalho que determinou as ações que a empresa deveria fazer em caso de surtos da doença.

O presidente do SINTECT-RJ, Marcos Sant’aguida, denunciou a gestão da empresa, na figura do superintendente regional, Arnaldo Luiz,  que de forma leviana ignorou a decisão da justiça e mudou o protocolo de proteção à saúde do trabalhador, a justiça já se pronunciou sobre o caso. Agora o Sindicato novamente acionou a justiça para resolver a questão.

“É uma vergonha, sabemos que os gestores nas unidades seguem a orientação do superintendente. Nas unidades operacionais os trabalhadores são assediados e pressionados  para não se afastarem nem mesmo com comprovação de COVID-19. Em alguns casos, chegam até mesmo duvidar da veracidade do exame apresentado pelo trabalhador. Um absurdo! Está dado o recado, o superintendente ou qualquer gestor que estiver desrespeitando a lei responderão sobre seus atos na justiça”, sentenciou Marcos Sant’aguida. 

O secretário de Saúde do SINTECT-RJ, Cristiano Galvão, aponta que o prédio sede já tem hoje mais de 20 casos confirmados em diversos setores. A unidade não pára para fazer a desinfecção, os trabalhadores não estão sendo testados e nem mesmo é exigido a medição de temperatura na entrada da unidade. “Um verdadeiro crime contra a saúde do trabalhador, fruto de uma visão daqueles que seguem Bolsonaro e sua política negacionista e genocida”, critica Galvão. 

Cristiano destacou ainda que os gestores do departamento de saúde do trabalhador da empresa devem ser responsabilizados, por não enfrentarem o desmando negacionista dos gestores de Bolsonaro na empresa. “O trabalhador deveria confiar no gestor de saúde da empresa, mas se fizer isso estará colocando em risco a sua saúde. Eles sabem dos riscos que os trabalhadores com comorbidades correm quando entram numa unidade que tem companheiros infectados,” denuncia o diretor. 

O ato ocorreu em frente a Praça de Guerra e contou com a participação dos diretores André Feitosa, Paulo Café e o representante Sindical Bernardo e o Cipeiro Daniel. Vários trabalhadores, principalmente da área operacional, mais afetada pelo surto de COVID-19 também participaram da atividade.

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