Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro

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Com deficit de 1.500 funcionários só no RJ, Correios promove desligamento em vez de concurso público

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Anúncio do PDI sem limite de idade é mais uma tentativa de massacre à classe trabalhadora

Anunciado no boletim Primeira Hora na última terça-feira (21), a abertura do próximo Plano de Desligamento Incentivado (PDI) traz à tona uma série de problemas da ECT. Sem realizar concurso público desde 2011, a empresa representa um cenário de sobrecarga de trabalho que compromete a qualidade do serviço prestado e a saúde da categoria. Além do fato de abrir mão da estabilidade do emprego público, os trabalhadores precisam ficar atentos ao que realmente significa esse PDI. É a discussão que o presidente do SINTECT-RJ, Ronaldo Martins aborda:

“Essa é mais uma tentativa do governo e de seus aliados na direção da empresa de sucatear o patrimônio público. A solução para a melhoria da saúde financeira e de serviços dos Correios é a abertura do concurso público e investimentos em políticas de segurança, saúde e boas condições de trabalho”. Martins falou ainda, sobre a necessidade de uma análise mais profunda sobre os benefícios de adesão ao PDI. Para ele, a estratégia não é nada favorável para a classe trabalhadora. Entenda:

“Deixar a estabilidade de um emprego público em um cenário que o país sofre com a vigência das novas leis trabalhistas, é virar mão de obra barata na mão dos patrões. É isso que eles querem fazer, iludir com dinheiro do desligamento incentivado e, depois, a classe trabalhadora desempregada será obrigada a vender sua força de trabalho a preço de banana, sem direitos trabalhistas, sem nenhuma estabilidade ou resguardo para poder sobreviver”, ressaltou.

De acordo com a avaliação de Martins, é preciso ter muita cautela para aderir ao plano, uma vez que, o trabalhador precisa pensar no dia de amanhã, no alto custo de vida, em seu sustento e de sua família, nos benefícios e, principalmente, na conjuntura nacional, que tem dados muito negativos em relação ao mercado de trabalho. Segundo o levantamento do IBGE, o Brasil tem atualmente 12,961 milhões de desempregados, uma taxa de desemprego que atinge 12,4% da população no terceiro trimestre de 2017, conforme apontou o instituto.

“Nós estamos preocupados com esse PDI, muita gente não pensa no dia de amanhã, no quanto está difícil conseguir um emprego. Isso é parte de um plano perverso desse governo que está levando nosso país de volta ao mapa mundial da fome. Com essa preocupação, pedimos que a categoria tenha calma antes de tomar qualquer decisão, o jurídico do sindicato está de portas abertas para receber e orientar os trabalhadores e nós vamos continuar monitorando essas ações da empresa”, afirmou o sindicalista.

Notícia publicada dia 22/11/2017

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