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Ecetistas encerram greve e aceitam proposta do TST que mantém benefícios

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Posicionamento desfavorável no tribunal foi um dos fatores da decisão

Após a leitura pública e na íntegra da proposta, que foi apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em audiência de conciliação ontem, a categoria decidiu por ampla maioria, pelo encerramento da greve e aceitação da proposta. A assembleia realizada na Praça de Guerra, na manhã desta quinta-feira (05), trouxe à discussão a necessidade de uma análise real da conjuntura política para o movimento dos trabalhadores.

Presidente do SINTECT-RJ, Ronaldo Martins, falou sobre as questões apresentadas e discutidas pelos ecetistas desde ontem, após a audiência. “O fato é que estamos em momento crítico. A posição do ministro ontem mostrou a situação não estava a nosso favor. Isso pode ser confirmado quando o TST não aceitou nenhuma contraproposta, condicionando a aceitação, sob condição de perdas maiores de direitos. O acordo poderia ser fechado na mesa e não nos tribunais, mas a empresa não colaborou no diálogo. A categoria a nível nacional colocou os prós e contras na balança e optou por acatar. O que nos deixa minimamente seguros nos próximos dois anos para seguir nossa luta”.

Martins apontou ainda, para a questão da Reforma Trabalhista que entrará em vigor em novembro. “Essa reforma ataca os trabalhadores, são subcondições de trabalho sem nenhum direito essencial. Se a gente ficasse à mercê dessa política suja da reforma, a situação encaminharia para o pior. Agora, é seguir no enfrentamento de melhores condições de trabalho, com, pelo menos, a manutenção dos benefícios assegurados”, ressaltou.

A proposição prevê que a compensação da greve seja de 64 horas divididas em oito dias. Sendo seis horas aos sábados para quem não trabalha aos finais de semana. Para os que trabalham aos sábados, quatro horas adicionais de segunda a sexta e duas horas no sábado, na própria unidade. A compensação será feita até o dia 30/12/2017 iniciando na próxima segunda-feira (09/10).

Em relação ao ajuste o retroativo será pago relativo a agosto, com pagamentos executados nos meses de outubro e novembro. Lembrando que, pela proposta, todas as cláusulas sociais serão mantidas, inclusive da assistência médica que continua sendo mediada pelo TST pelo período de dois anos.

O presidente do sindicato agradece e parabeniza a categoria pela coragem e força durante o movimento paredista. “Nós mostramos a garra dos ecetistas. Mostramos que juntos somos forte e podemos fazer essa empresa parar, porque nós somos as pernas da ECT. Negociamos até o esgotamento e avaliamos que ir a dissídio diante desse cenário desfavorável seria pior. Companheiros e companheiras, a categoria está de parabéns pela mobilização nacional. Quero lembrar que, a luta continua, temos a questão do plano de saúde, melhorias e condições de trabalho e a luta primordial, que é contra a privatização dos Correios. Vamos seguir enfrentando essas ameaças de peito aberto, como sempre fazemos”, afirmou.

A LUTA CONTINUA!

Notícia publicada dia 05/10/2017

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