Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro

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#GREVECORREIOS: Ecetistas do RJ decidem pela continuidade da greve

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Categoria rejeita decisão do TST e luta por melhores condições de trabalho

Na luta contra as péssimas condições de trabalho, contra a suspensão das férias, contra a extinção do cargo de OTT, contra a retirada do diferencial de mercado e pela manutenção da assistência médica além de todas conquistas do Acordo Coletivo de Trabalho, os trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro votaram em assembleia realizada nesta terça-feira (13), na Praça de Guerra, pela continuidade da paralisação iniciada ontem.

O presidente do SINTECT-RJ, Ronaldo Martins explicou a situação dos trabalhadores em relação a decisão do TST de cobrar mensalidade no plano de saúde. “A decisão da justiça é favorável para os empresários, não para o trabalhador. Com o salário baixo que a categoria recebe é inviável pagar mensalidade no plano de saúde. O que acontece nesse momento, é uma ofensiva da política neoliberal do golpista Michel Temer e seus aliados no poder, que desde o início atacam os trabalhadores com retirada de direitos e sucateiam o patrimônio público”.

Durante a assembleia a categoria votou ainda, pela REJEIÇÃO à decisão do Tribunal Superior do Trabalho em relação ao convênio médico. De acordo com Ronaldo, o jurídico do movimento dos trabalhadores está avaliando a sentença dada em audiência realizada ontem (12/03), em Brasília.

“Muitos pontos não ficaram claros na decisão do TST. A principal é como fica a quebra do Acordo Coletivo de Trabalho. Nosso jurídico ainda está analisando a sentença para que possamos tomar as medidas de necessária e tentar recorrer dessa arbitrariedade”, destacou.

O sindicalista destacou ainda que, em relação as outras reivindicações da categoria, a ECT ainda não se pronunciou. “A empresa não quer ouvir o trabalhador que está sofrendo com as péssimas condições de trabalho, com os problemas estruturais nas unidades e com a violência extrema. Querem sucatear para privatizar o patrimônio do povo”, disse.

Segundo Martins, as dificuldades são emergenciais e impulsionam para maiores mobilizações.
“O trabalhador não aguenta mais sofrer em exercício da função. A luta pelo trabalho digno e por uma empresa pública e de qualidade continuará firme”, ressaltou.

Uma nova assembleia será realizada na próxima quinta-feira (15), às 11 h, na Praça de Guerra para definir os próximos passos e ações do movimento paredista.

“Convocamos todos os trabalhadores para comparecer a assembleia e mostrar para o governo e para a direção da ECT que com nossa saúde, da nossa família e com os nossos direitos, eles não vão brincar. Vai ter luta e resistência”, conclamou Ronaldo.

Notícia publicada dia 14/03/2018

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