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Para o TST, trabalhador não pode defender estatais, patrimônio nacional e seus empregos

Notícia publicada dia 13/02/2019

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) tomou uma decisão polêmica e política. A maioria dos Ministros votou a favor de proibir greves contra a privatização de estatais. Para eles, elas seriam abusivas por ter objetivos políticos.

Considerando que a privatização é um ato político de governo, a decisão do TST se torna um contrassenso. Decidir que o trabalhador não pode se opor à venda do patrimônio nacional e tem de ficar quieto frente ao avanço do neoliberalismo é um ato extremamente político.

Para os Ministros que votaram a favor da decisão, Ives Gandra, Renato Lacerda Paiva, Aloysio Corrêa e Dora Maria da Costa, greve de trabalhador só pode ter causa trabalhista.

Já os dois Ministros contrários à decisão, o relator Maurício Godinho e a ministra Kátia Arruda, consideram que as greves contra as privatizações estão enquadradas nessa definição, porque podem ocorrer pela manutenção de empregos. E isso é uma causa trabalhista.

A polêmica mostra o quanto de político tem na decisão dos Ministros do TST. Uma mesma questão pode ser vista de maneiras divergentes. Cada um segue aquela que mais se aproxima de suas convicções, das políticas e formas de organização social que defende. Fica evidente que a maioria está alinhada com a política privatista do governo.

“Agora é o momento de conscientizar a sociedade, mobilizar os trabalhadores ecetistas e mostrar a importância que têm as estatais para a segurança e a economia nacionais, para prestar serviços de qualidade, de forma abrangente e a preços justos para todos os brasileiros. Os Correios, por exemplo, são peça chave para a integração nacional e social da população em todo país”, afirmou Ronaldo Martins, presidente do SINTECT/RJ.

A polêmica mostra os caminhos trilhados pelo Tribunal nos tempos atuais. E deixa clara a importância da categoria estar unida para uma grande luta na Campanha Salarial deste ano. As resistências às reivindicações dos trabalhadores serão enormes, inclusive por parte da justiça!

O SINTECT/RJ E FINDECT RESSALTAM A IMPORTÂNCIA DA CATEGORIA SE MANTER UNIDA PARA LUTAR E RESISTIR AOS ATAQUES DO GOVERNO E DA DIREÇÃO DA EMPRESA.

FILIE-SE AO SINDICATO E REFORCE A LUTA PELA MANUTENÇÃO DOS CORREIOS PÚBLICO E NA DEFESA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES.

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