Diretores do SINTECT-RJ realizam reunião no CEE Centro e trabalhadores denunciam sobrecarga após mudanças operacionais
Notícia publicada dia 27/03/2026 16:59
Encontro apontou falhas na junção de setores, falta de planejamento e impactos diretos na saúde e nas condições de trabalho

Os diretores do SINTECT-RJ Cristiano Padre, Helvis Lugo e o diretor da base Bernardo Natalino realizaram, no dia 18 de março, uma reunião setorial no CEE Centro para discutir os impactos da junção dos setores de registrados das unidades CDD Cidade Nova e CDD Primeiro de Março.
Durante o encontro, trabalhadores relataram forte insatisfação com a condução das mudanças implementadas pela empresa. Segundo os participantes, o processo foi acelerado, sem o devido planejamento e sem estudos adequados sobre os impactos operacionais.
De acordo com os relatos, a forma como a mudança foi conduzida evidencia precipitação, com etapas sendo atropeladas, ausência de organização das frentes de trabalho — especialmente nas áreas de recebimento, tratamento e distribuição — e falta de alinhamento com outros setores da empresa.
Os trabalhadores afirmam que os efeitos dessa condução, considerada apressada e sem planejamento, têm recaído diretamente sobre a área de distribuição. Entre os principais problemas apontados estão a sobrecarga de trabalho, o aumento no número de entregas não efetuadas e a intensificação do retrabalho.
A situação tem levado trabalhadores a atuarem além de suas jornadas normais, na tentativa de atender às demandas, sem que haja condições adequadas para isso. O cenário também tem impactado negativamente o clima organizacional e a saúde mental da categoria.
Segundo os relatos, os profissionais se sentem cada vez mais pressionados e sobrecarregados, assumindo os efeitos de mudanças que não foram devidamente estruturadas. Sob esse contexto, saem para as atividades de entrega em condições cada vez mais desgastantes, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico.
Durante e após a reunião, as críticas à forma como a operação vem sendo conduzida foram reforçadas. Os trabalhadores destacaram a falta de organização e o aumento da pressão sobre a distribuição.
Diante da situação, foi solicitada a presença do superintendente na unidade, para que possa ouvir diretamente as reclamações e prestar esclarecimentos sobre a operação. Segundo os trabalhadores, além de gerar insatisfação interna, as mudanças também têm comprometido a qualidade do atendimento prestado à população.
A direção do SINTECT-RJ informou que acompanha o caso e cobra da gestão uma solução imediata. Para o sindicato, é necessário que a resposta da empresa seja tão rápida quanto as mudanças implementadas, que, segundo a entidade, têm causado diversos problemas e apresentado poucos resultados positivos.