Sintect-RJ exige dos Correios providências imediatas para os problemas que afligem os trabalhadores do CDD Nova Friburgo
Notícia publicada dia 28/05/2026 14:33
A greve de 42 dias realizada pelos trabalhadores do CDD Nova Friburgo, no ano passado, chamou a atenção do Governo e da população para os problemas que várias unidades dos Correios, a nível nacional, enfrentam há vários anos. A mobilização exigia melhorias estruturais, fornecimento de equipamentos, contratação de pessoal devido ao déficit de efetivo na unidade e repudiava as péssimas condições de trabalho.

Muitos problemas continuam prejudicando o dia a dia dos trabalhadores e o atendimento à população. O presidente do Sintec-RJ, Marcos Sant’aguida, os diretores Leônidas da Silva, Sebastião Brazil, Cristiano Galvão e trabalhadores da unidade realizaram na terça-feira (27) reunião para discutir a situação do CDD.
O diretor do Sintect-RJ, Leônidas da Silva, lamentou a falta de iniciativa da empresa para resolver os problemas que afligem os trabalhadores da unidade.
“Infelizmente muito pouco foi realizado de fato após a paralisação de 42 dias. Está para acontecer aqui algumas transferências de colegas de trabalho do CDD para a antiga agência Cem (Correios Empresa). Ficou decidido que nós só mudaremos após todas as obras, todas as instalações estarem em perfeitas condições para atender a demanda daqueles que irão para lá. Isso só vai acontecer após Assembleia e os trabalhadores se sentirem contemplados e desejarem ir para lá. E o processo continuará porque nós lutamos para que o prédio, onde atualmente funciona o CDD Nova Friburgo, também tenha obras e melhores adequações e condições de trabalho para os trabalhadores”, destacou o dirigente sindical.
Marcos Sant’aguida, presidente do Sintect-RJ, ressaltou a importância dos trabalhadores dos Correios de ficar atentos e acompanhar as ações da empresa.
“A empresa tenta fazer uma economia, uma reestruturação de fechamento de unidades, de PDV, jogando esta responsabilidade e cortes de direitos para os trabalhadores, como foi explicitado pelo presidente dos Correios na entrevista com a jornalista Miriam Leitão. Não vamos concordar com os métodos de fechamento de unidades sem antes preparar esses locais para os trabalhadores transferidos”, avisou Sant’aguida.
O dirigente sindical lembrou a reunião que teve com a direção dos Correios na terça-feira(26).
“Pontuamos essa situação. A junção de unidades terá que passar primeiro pela vistoria desses estabelecimentos. Se têm condições, através dos espaços físicos, se os banheiros estão funcionando. Nós não vivemos só de números. A empresa tem que dar a devida atenção, o respeito a esse trabalhador, que esse, sim, carrega essa empresa nas costas. Forte abraço a todos e a luta continua”, concluiu Sant’aguida.






