SINTECT-RJ reforça debate na Alerj sobre violência de gênero
Notícia publicada dia 20/03/2026 14:46
O Estado do Rio de Janeiro atravessou números alarmantes de violência de gênero em 2025. Foram 71 mil casos de violência contra mulheres, com o estado ocupando o 5º lugar no ranking nacional de feminicídios. Essa realidade atingiu principalmente mulheres negras, periféricas e trabalhadoras.

Diante desse cenário, a deputada estadual Dani Balbi promoveu a audiência pública “A Segurança sob a Ótica das Mulheres Trabalhadoras e o Combate ao Feminicídio”, na última quarta-feira (18), na Alerj, quando foi debatido a segurança pública a partir da realidade das mulheres trabalhadoras: no trabalho, no trajeto de casa e na luta diária por autonomia e proteção.
A audiência também discutiu o papel do Programa Patrulha Maria da Penha, analisou dados oficiais e construiu propostas legislativas para fortalecer o enfrentamento ao feminicídio no estado do Rio de Janeiro.
“Foi um encontro potente e necessário. Agradeço a presença de todas, todos e todes que estiveram com a gente construindo esse debate tão urgente. Reafirmamos que a segurança das mulheres precisa ser pensada em todos os espaços: no trabalho, no trajeto, no transporte público, dentro de casa e nas periferias. E com um olhar atento para quem mais sofre com essa realidade: mulheres negras, periféricas e trabalhadoras, mulheres trans, travestis e pessoas não binárias. Também debatemos o papel da Patrulha Maria da Penha, analisamos os dados e apontamos caminhos concretos, inclusive legislativos, para enfrentar o feminicídio no nosso estado. Se constrói política com o povo. E seguimos firmes para dar continuidade ao que foi construído hoje, na luta por autonomia, dignidade e proteção”, destacou Dani Balbi.
Débora Henrique, Secretária da Mulher Trabalhadora do SINTECT-RJ, presente à Audiência Pública, lembrou que o feminicídio cresce a cada dia. Segundo ela, por ano, são mais de 100 feminicídios.
“Nós mulheres, nossos corpos são atacados . Nossas meninas não tem segurança para andar na rua. Então, é importante esse debate para as mulheres, principalmente no que diz respeito as mulheres trabalhadoras. Estamos aqui para receber essas denúncias de assédio moral, assédio sexual, porque a justiça tem que ser feita. Você não pode se calar. É importante denunciar qualquer tipo de assédio, qualquer tipo de violência. É importante ligar para o 180, além de fazer denúncia na Corregedoria de sua empresa. É muito importante que você não se cale”, observou.
Débora Henrique acrescentou que o SINTECT-RJ está disponível para receber denúncias e acolher mulheres vítimas de violência.
“Estamos aqui para o acolhimento necessário para todas as mulheres que venham sofrer qualquer tipo de violência com relação a assédio moral, sexual, entre outro tipo de violência. Porque essa luta é de todas. Não é só das mulheres é de toda a sociedade. Porque quando uma mulher avança, avança toda uma sociedade”, concluiu.






