SINTECT-RJ repudia assédio moral e discriminação contra mulheres e cobra providências imediatas dos Correios
Notícia publicada dia 09/06/2026 14:56
O assédio moral no ambiente de trabalho continua sendo uma das formas mais perversas de violência praticadas contra trabalhadores e trabalhadoras. Nos Correios, relatos recorrentes demonstram que gestores ainda utilizam práticas abusivas, discriminatórias e autoritárias que afetam diretamente a saúde física e mental dos empregados, comprometendo a qualidade do ambiente laboral.

O chamado ‘assédio moral institucional’ ocorre quando práticas de perseguição, constrangimento, isolamento ou tratamento desigual são toleradas, incentivadas ou reproduzidas pela estrutura de gestão da empresa. Essas condutas podem se manifestar por meio da negação de direitos, tratamento diferenciado entre trabalhadores, exclusão de atividades, retaliações, exposição ao constrangimento e discriminação de grupos específicos, como as mulheres.
Recentemente, durante reunião entre representantes do SINTECT-RJ, os diretores Kubana, Sebastião Brazil e a gestão dos Correios na unidade de Senador Câmara, foram denunciados casos de possível assédio moral e discriminação contra trabalhadoras da unidade. As denúncias apontam para situações de tratamento desigual e práticas que merecem apuração rigorosa por parte da empresa.
Diante da gravidade dos relatos, o Sindicato reafirmou seu compromisso na defesa de um ambiente de trabalho saudável, respeitoso e livre de qualquer forma de violência ou discriminação. Também foi solicitada uma avaliação das condições de trabalho das mulheres da unidade, com foco na identificação e correção de possíveis práticas discriminatórias.
Para a diretora do SINTECT-RJ e Secretária de Mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RJ), Débora Henrique, combater o assédio moral é uma responsabilidade coletiva e uma obrigação da empresa.
“Não podemos aceitar que trabalhadoras sejam submetidas a situações de constrangimento, discriminação ou tratamento desigual dentro dos Correios. A empresa tem o dever de garantir um ambiente de trabalho seguro, respeitoso e livre de qualquer forma de violência. O sindicato seguirá vigilante, acolhendo denúncias e cobrando providências para que todas as mulheres sejam tratadas com dignidade e igualdade”, avisou a dirigente sindical.
O SINTECT-RJ protocolou junto à gestão da empresa os seguintes encaminhamentos:
• Adoção imediata de medidas para apuração dos fatos denunciados;
• Garantia de tratamento isonômico a todas as trabalhadoras da unidade;
• Avaliação das condições de trabalho das mulheres, com foco na prevenção e combate a práticas discriminatórias;
• Implementação de ações de conscientização e prevenção ao assédio moral no ambiente de trabalho;
• Garantia de que nenhuma trabalhadora sofra retaliações em razão de denúncias ou atuação sindical.
O sindicato reforça que qualquer trabalhador ou trabalhadora que esteja enfrentando situações de assédio moral, discriminação ou violência no ambiente de trabalho deve procurar imediatamente a entidade sindical. O combate ao assédio é uma luta coletiva e fundamental para a construção de ambientes de trabalho mais justos, humanos e igualitários.