Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro

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Reestruturação dos Correios não pode sacrificar trabalhadores e patrimônio histórico da empresa

Notícia publicada dia 26/05/2026 18:11

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SINTECT-RJ critica venda de imóveis históricos e alerta que ajustes financeiros não podem significar precarização das condições de trabalho nem enfraquecimento da função social dos Correios

A direção dos Correios vem anunciando um amplo processo de reestruturação da empresa sob o argumento de enfrentar dificuldades financeiras, mudanças no mercado postal e necessidade de modernização operacional. No entanto, para o SINTECT-RJ, o modelo apresentado pela empresa preocupa trabalhadores e a sociedade, principalmente diante da possibilidade de fechamento de unidades, programas de desligamento incentivado e venda de imóveis históricos em diversas regiões do país.

No estado do Rio de Janeiro, imóveis históricos dos Correios localizados na capital, em Niterói, Petrópolis e Campos dos Goytacazes estão entre os patrimônios colocados à venda. Para o sindicato, a medida representa um grave ataque à história e à presença pública da estatal, além de demonstrar que a atual gestão escolheu começar o processo de ajuste financeiro penalizando a estrutura operacional da empresa.

A entidade alerta que a reestruturação não pode significar redução da presença dos Correios nas cidades, aumento da sobrecarga de trabalho e retirada de direitos. Hoje, trabalhadores já enfrentam falta de efetivo nas unidades, acúmulo de funções, pressão por metas e condições precárias em diversos setores operacionais. Mesmo após a realização do concurso público de 2024, a convocação de aprovados segue insuficiente para recompor o quadro de pessoal.

O presidente do SINTECT-RJ, Marcos Sant’Aguida, criticou duramente a forma como a reestruturação vem sendo conduzida.

“Os trabalhadores não podem pagar a conta dessa reestruturação. Enquanto carteiros, atendentes e operadores enfrentam sobrecarga, falta de condições adequadas de trabalho e insegurança nas unidades, a direção anuncia venda de imóveis históricos e redução da estrutura operacional. A reestruturação precisa começar pelos altos salários, pelos excessos da alta administração e pelos cargos de confiança, não por quem mantém os Correios funcionando diariamente”, afirmou.

Sant’Aguida também destacou que fortalecer os Correios exige investimento na operação, valorização dos trabalhadores e recuperação da imagem institucional da empresa perante a população.

“Os Correios têm uma função social estratégica para o país. Não se fortalece a empresa vendendo patrimônio histórico, fechando unidades e precarizando o trabalho. O caminho precisa ser o fortalecimento da marca Correios, investimento em tecnologia que melhore as condições de trabalho e contratação de pessoal para garantir qualidade no atendimento e na distribuição”, completou.

O sindicato defende que qualquer debate sobre reestruturação passe, obrigatoriamente, pela valorização dos trabalhadores de carreira, convocação de concursados, preservação das agências e revisão dos gastos da alta estrutura administrativa. Para a entidade, modernizar a empresa não pode ser sinônimo de desmontar seu patrimônio, reduzir direitos ou enfraquecer o papel público dos Correios no Brasil.

Confira o vídeo do Sintect-RJ:

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